DESOBEDECER A PASSIVIDADE
É pela dialética da continuidade (no fluxo da fala), e da descontinuidade (nas pausas da reflexão) que se pode educar para responder aos desafios de uma sociedade em movimento.
A herança de 20 anos de uma Ditadura Militar e 500 anos de governos que só governaram para as elites do país. Fez do povo brasileiro um povo silenciado, marginalizado e enterrado na passividade.
É preciso revalorizar as palavras e criar condições para que todos os membros desta sociedade tenham real condição de participação e poder exercitar plenamente sua cidadania. E para isso esse povo precisa ter condições econômicas, sociais e políticas de uma existência plena em liberdade. Enquanto estivermos negociando nosso voto seja por qualquer motivo não estaremos exercendo uma Democracia Plena.
Todos nós somos um ser político.
Esse povo em silêncio precisa gritar suas reivindicações, mas, não como um bolsominio alienado. Precisamos nos educar politicamente para que possamos ser capazes de passar do momento de indignação e rebelião para a práxis, para nos fazer cidadãos capazes de dar voz as nossas reivindicações. E criar de maneira crítica um Projeto Coletivo Nacional de Desenvolvimento partindo deste momento de ativismo sectário ao qual nós estamos inseridos neste momento, mas para que isso aconteça precisamos ser ouvidos.
O MST ( movimento dos sem-terra), o Ocupe Estelita, o MTST ( movimento dos trabalhadores sem teto),os Partidos Políticos, as ONGS ( organizações não-governamentais), os movimentos sociais, os movimentos feministas, o LGBTQIA+ (lésbicas, gays, bissexuais, transexuais, travestis, queer, intersexo e assexuais),etc...são de maneira geral dirigidos ou organizados por uma nova elite com viés de esquerda. O povo tem que parar de ser tutelado e liderar suas próprias reivindicações e rebeliões. As novas elites precisam parar de manipular as massas recém-alfabetizadas e os novos bacharéis, professores e doutores que surgiram nestes 13 anos de administrações dos governos do PT. Deixar as teorias e partir pra práxis. Vamos deixar nascer um Brasil de brasileiro@s para brasileiro@s.
Os povos originários brasileiros estão nos mandando o recado e dizendo como se faz.
O Brasil não só acontece durante as campanhas eleitorais. E nós precisamos entender que apesar de importante para a Democracia do país, a eleição só beneficia as elites; quem elege é uma campanha rica com muito dinheiro, salvo raríssimas exceções, hoje quem é eleito em sua maioria representa o Agronegócio, as indústrias de armamentos, e as Igrejas Pentecostais.
Nossos momentos de exercícios políticos devem decorrer durante todo o tempo e sem interrupções. A Educação tem que ser cotidiana e interrupta e para que ela ocorra é preciso estarmos em LIBERDADE. Mas se ela nos é negada devemos conquista-la.
Vamos à Luta!
PT de cabo a rabo!
TELMA VIRGINIA
Recife,14.10.2021



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