Minha Juba de Leão
Pra quem ainda não entendeu gosto do meu cabelo assim, claro que não é todo dia as vezes prendo num coque ou numa piranha. Mas normalmente gosto dele. Gosto de sentir o vento balançando meus cachos, cachos, nem sei se é cacho. Eles são diferentes costumo dizer que tem vida própria, rebeldes só ficam do jeito que eles querem ficar. E assim convivemos juntas desde que eles começaram a aparecer em minha cabeça. Fui um bebê carequinha como meus filhos, começamos a vê-los crescer depois do primeiro ano de vida. Vi isso em meus filhos e netos, e claro os meus vi em fotografias. Como eu, meus pais adoravam fotografias e fomos muito fotografados na infância. Pois bem vamos a Juba de Leão. Durante minha infância minha mãe deixava meu cabelo maior pois era mais fácil prender num rabo de cavalo. Mesmo curtinhos eles teimavam em se arrepiar e como não era barato creme pra pentear a salvação era um rabo de cavalo. Cresci ouvindo todo mundo aconselhando uma formula mágica pra minha mãe domar meus cabelos. Os chamavam de todo tipo de apelidos: pixaim mole ( porque eles voavam com o vento), cabelo duro, sequinho (porque eles secavam mais rápido do que os de todo mundo), rebelde, arrepiados, vassoura, vassoura de piaçaba ( demorei pra entender porque esse nome), juba de leão, juba, leoa, e etc e tal. Mas apesar de ninguém gostar eu gostava, achava ele diferente, me dava personalidade. Até que veio o movimento hippie nos anos 70 e foi a minha salvação. Os jovens exibiam seus pixains com orgulho e graça no mundo todo, e no Brasil tínhamos uma mulher linda, que dizia com orgulho: meu nome é Gal. Fiquei de cara amando aquela turma toda, eles tinham o cabelo igual aos meus e eram lindos então eu não era feia. Comecei a me olhar no espelho com orgulho e pensei essa é a minha turma, não estou só. Black is Beautiful era a minha frase favorita, quando alguém mandava eu pentear os cabelos ou prendê-los eu repetia: Black is Beautiful. E assim comecei essa linda história de amor com meus rebeldes. Cada vez que alguém critica meus cabelos eu fico com pena deles (os que criticam) não sabem de nada, precisam evoluir muito ainda. Eu entendi isso criança, todo mundo tem uma beleza e eu tenho a minha. Black is Beautiful! O negro é lindo e meus cabelos também. Como dizia no passado: Beijinho no ombro!
Pra quem ainda não entendeu gosto do meu cabelo assim, claro que não é todo dia as vezes prendo num coque ou numa piranha. Mas normalmente gosto dele. Gosto de sentir o vento balançando meus cachos, cachos, nem sei se é cacho. Eles são diferentes costumo dizer que tem vida própria, rebeldes só ficam do jeito que eles querem ficar. E assim convivemos juntas desde que eles começaram a aparecer em minha cabeça. Fui um bebê carequinha como meus filhos, começamos a vê-los crescer depois do primeiro ano de vida. Vi isso em meus filhos e netos, e claro os meus vi em fotografias. Como eu, meus pais adoravam fotografias e fomos muito fotografados na infância. Pois bem vamos a Juba de Leão. Durante minha infância minha mãe deixava meu cabelo maior pois era mais fácil prender num rabo de cavalo. Mesmo curtinhos eles teimavam em se arrepiar e como não era barato creme pra pentear a salvação era um rabo de cavalo. Cresci ouvindo todo mundo aconselhando uma formula mágica pra minha mãe domar meus cabelos. Os chamavam de todo tipo de apelidos: pixaim mole ( porque eles voavam com o vento), cabelo duro, sequinho (porque eles secavam mais rápido do que os de todo mundo), rebelde, arrepiados, vassoura, vassoura de piaçaba ( demorei pra entender porque esse nome), juba de leão, juba, leoa, e etc e tal. Mas apesar de ninguém gostar eu gostava, achava ele diferente, me dava personalidade. Até que veio o movimento hippie nos anos 70 e foi a minha salvação. Os jovens exibiam seus pixains com orgulho e graça no mundo todo, e no Brasil tínhamos uma mulher linda, que dizia com orgulho: meu nome é Gal. Fiquei de cara amando aquela turma toda, eles tinham o cabelo igual aos meus e eram lindos então eu não era feia. Comecei a me olhar no espelho com orgulho e pensei essa é a minha turma, não estou só. Black is Beautiful era a minha frase favorita, quando alguém mandava eu pentear os cabelos ou prendê-los eu repetia: Black is Beautiful. E assim comecei essa linda história de amor com meus rebeldes. Cada vez que alguém critica meus cabelos eu fico com pena deles (os que criticam) não sabem de nada, precisam evoluir muito ainda. Eu entendi isso criança, todo mundo tem uma beleza e eu tenho a minha. Black is Beautiful! O negro é lindo e meus cabelos também. Como dizia no passado: Beijinho no ombro!





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