UMA REFLEXÃO sobre o livro "EURÍDICE" de José Lins do Rego
Acho que o primeiro livro que li de Lins do Rego foi Menino de Engenho ainda adolescente. Fazia o ensino médio e gostava muito de ler. Lia tudo que me caísse nas mãos e cultivo esse hábito até hoje. Este livro foi indicado por minha irmã Tania outra devoradora de livros.  Apostávamos quem lia mais livros no mês. Ela sempre ganhava porque eu sempre pegava no sono em minhas leituras, depois soube que isso sempre acontece com os disléxicos. Minha paixão pela leitura me levava a prosseguir.
Devo ter lido "Doidinho" e "Banguê" mas não me recordo muito dessas leituras a disléxia também provoca esses esquecimentos.
 Li "O moleque Ricardo, Pedra Bonita e Riacho Doce.
Porém, Eurídice eu não tinha lido ainda. Minha irmã gostava muito de autores brasileiros principalmente os nordestinos e me indicou grandes leituras. Raquel de Queiros que escreveu muito jovem o premiado O Quinze.
Tinha assistido à pouco tempo atrás um documentário no canal "Curta" sobre José Lins do Rego e me deu vontade de reler seus livros.
Ele sofreu muito na infância e talvez tenha sido por isso que ele sempre fale desse tema em sua literatura.
Mas vamos voltar as considerações sobre Eurídice.
Recebi esse livro este ano presenteado por Moises Neto, uma edição de 1980. A primeira foi de1947. Tem uma apresentação de Raquel de Queiroz cuja escritora tenho admiração literária. Gosto de livros que prendem o leitor mas devido as minhas inúmeras ocupações atuais não posso me dar ao luxo de devorar um livro de vez. E assim aos poucos conclui minha leitura.
Eurídice é um nome muito comum no nordeste do Brasil, por isso quase todo ano na Escola eu conhecia uma Eurídice. Cada capítulo é ilustrado com desenhos de  Luis Jardm.
Trata-se da história da vida de Julinho.
A primeira parte conta sua infância sofrida-como a do autor?- a segunda sua paixão por Eurídice. É daqueles livros que você não consegue parar de ler e tem saudade quando acaba. Fininho poucas páginas mas de uma história tão bem contada que você parece que tá dentro dela.
Embora o tema tenha saído do universo dos sertões áridos do nordeste e tenha ido pra zona urbana do Rio de Janeiro, na época a capital do Brasil, o autor não sai do seu foco principal que são as emoções psicológicas da raça humana.
Foi seu penúltimo livro depois ele volta ao nordeste com o livro "O Cangaceiro".
Eurídice, eu recomendo.



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