A classe média brasileira e o “Je
suis Charlie”
A construção do socialismo subentende
a exclusão da burguesia do poder. [...] É fundamental
que o hábito de pensar dialeticamente
seja estimulado.”
Um colega funcionário público casado
com uma funcionária pública acabou de chegar de
uma viagem de férias na Europa. Passou
em quatro países, França, Alemanha, República Tcheca
e não lembro o outro, porém próximo
a esses. Disse ele que ao chegar à França as pessoas
ostentavam em suas camisetas “Je suis
Charlie” Tinha acontecido o atentado ao jornal
recentemente. Então eu e mais outra
colega iniciamos um debate sobre o povo francês e os
imigrantes de um modo geral. Ele e a
outra colega defendiam que os imigrantes eram muito
abusados já que a França permitia a
permanência deles lá inclusive com algumas políticas de
ajuda ao imigrante. Lembrando que logo
que se chega ao aeroporto Charles de Gaulle se vê
uma grande mesquita demonstrando sua
boa vontade e respeito às religiões. Lembrou
também que esses jovens que cometeram
os atentados são uns ingratos já que a França abriga
a família deles há várias gerações.
E eles deveriam se identificar com os franceses já que
moram lá desde que nasceram.
Diante de um relato desses me dá uma
tristeza porque são pessoas inteligentes, educadas e
com uma “boa” escolaridade ambos
tem nível superior, portanto tem acesso a informações
mais do que a maioria dos brasileiros
e, mesmo assim são facilmente enganados por uma
mídia preconceituosa e racista. São
brasileiros, portanto fazem parte dos grupos de
estrangeiros mestiços hostilizados
pelos brancos europeus. Condenaram também os
brasileiros que estão lá e se metem
nas manifestações contra o governo europeu. Até quando
essa classe média vai enxergar como
verdade apenas o que dizem os jornais burgueses e
continuarem se sentindo como se fizesse
parte de uma elite que os rejeita...sei não viu sei não!



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