As novas tecnologias da escrita no meio educativo

A Educação nos tempos atuais não pode mais ignorar a informática como instrumento educativo. As tecnologias associadas ao computador (pen drive, celular, TV digital, lan house, etc.) estão sendo democratizadas o que faz de cada um de nós um iniciado no mundo digital.
É verdade que ainda existem vários brasis e que existem analfabetos e analfabetos digitais espalhados por esses brasis. Porém, como na democracia ( e nós vivemos em uma) as regras existem para a maioria, e nem sempre essa maioria é quantitativa; essa “maioria” que tem acesso a esse mundo digital, e por causa dela, não é mais permitido que escola alguma no território nacional não ofereça o uso do computador como ferramenta didática.
Segundo pesquisa realizada pelo Comitê Gestor da Internet no Brasil no início de 2008 da última TIC Domicílios sobre qual o papel do Estado, do mercado e de pequenos estabelecimentos como as lan houses nestes processos de inclusão digital; percebe-se que esta inclusão é um fato, como podemos ver no trabalho citado abaixo.
“Segundo a pesquisa,49% dos acessos à internet no Brasil, em 2007, aconteciam em centros públicos de acesso pago(como lan houses e cibercafés), um crescimento de 19% em relação ao ano anterior. O acesso nesses centros comerciais já superavam o percentual de pessoas que acessavam de seus domicílios (40%), de laboratórios de escolas (15%) e de telecentros públicos de acesso gratuito, mantidos por governos ou por ONGs (6%). A maior parte das lan houses está situada em comunidades de baixa renda e os seus usuários estão situados nas faixas sociais de menor renda e nas regiões mais pobres do Brasil, como indica a mesma pesquisa.”Os “incluídos digitais” são “incluídos sociais”? Estado, mercado e a inserção dos indivíduos na sociedade da informação, de Olívia Bandeira de Melo Carvalho.
Apesar de todo esse otimismo citado na pesquisa acima sobre os incluídos digitais não podemos perder de vista os inúmeros brasis. Um exemplo disso é a notícia Escolas de Dourados não estão incluídas na era digital A escola possui 17 computadores para 900 alunos distribuídos em três períodos, porém, em outras escolas da região os alunos nunca tiveram contato algum com o equipamento. Publicada no Portal MS, portalms@portalms.com.br Cadastrada em: 2009/5/21.
Essa realidade tão diversificada no Brasil coloca em dúvida quanto a esse acesso democrático da era digital. Num país onde a categoria dos professores não é respeitada social nem economicamente , os professores são uma das categorias pior remuneradas deste país, muitos não tem condições financeiras de possuir um micro computador ou mesmo um lep top para que possa ter acesso a essas tecnologias, fica difícil acreditar nas mudanças que as novas tecnologias da escrita através do computador e pela internet possam imprimir no meio educativo.
Porém, com toda essa diversidade o uso do computador e das novas tecnologias já transformou a educação neste país. O professor não é mais o detentor dos conhecimentos e da informação, nem mesmo o livro didático tem esse poder. No mundo das mídias e das tecnologias digitais o ensino não é mais o mesmo.
Em muitas escolas as crianças que ainda nem aprenderam a ler nem escrever já usam o computador como ferramenta escolar. Crianças na pré-escola já se familiarizam com esta ferramenta.
Nas séries mais avançadas os alunos se tornam autônomos em suas pesquisas, porém, se faz necessária a orientação do professor nestas pesquisas para que eles não caíam nas informações inverídicas ou fazendo cópias de textos da internet em seus trabalhos escolares.
O papel do professor na era digital surge como coordenador das atividades didáticas, como orientador proporcionando uma atividade autônoma mais não livre de regras e métodos de ensino e pesquisa. Dependendo do grau, 1º, 2º.3º ou nas pós-graduações as orientações e didáticas são usadas convenientemente.
Se nas séries iniciais pré-escolares os jogos, desenhos e textos são usados para que os alunos se familiarizem com o computador ; nas séries posteriores são outras formas de acesso que serão disponibilizadas para os alunos.
Nas séries iniciais eles já podem usar os processadores de texto e seus offices já podem ser utilizados nas tarefas do dia à dia, como também as pesquisas da internet podem ser orientadas pelos professores, a busca de imagens e textos.
Nas séries de segundo grau outras mídias podem ser inclusas nos trabalhos escolares como o rádio,a busca de sites, uso de dicionários digitais, atlas e programas como google earth, programas de verbos,e até o uso de hipertextos com os alunos.
No terceiro grau e nos cursos de pós-graduação os alunos já se encontram em uma maior autonomia no uso desta tecnologia mas, ainda precisam de uma orientação pedagógica para o uso desta tecnologia. O professor poderá criar sua própria página na internet de onde poderá interagir com seus alunos ou criar um blog com a colaboração de alguns alunos escolhidos por ele para ajudá-lo nas tarefas e pesquisas.
Também o uso do e-mail vai ajudar ao professor como ferramenta didática sendo utilizada não só para envio de tarefas, como também na avaliação dos trabalhos e o envio de notas e comentários das atividades propostas.
Portanto, é um fato a Escola mudou, os alunos mudaram e o professor também e a própria sociedade e o mercado de trabalho exige pessoas alfabetizadas digitalmente, correndo o risco dos não iniciados de serem excluídos da vida social e do mercado de trabalho.
O Brasil está incluído no mundo digital e tecnológico e sua população precisa acompanhar esse ritmo e a qualidade de vida decorrente desses avanços tecnológicos. Não dá pra nossa economia ser a 11ª do mundo e seu povo “está puxando um arado”, o Brasil tem que ser de todos e para todos.
A exclusão digital é um conceito dos campos teóricos da comunicação, sociologia,
tecnologia da informação, História e outras humanidades, que diz respeito às extensas
camadas das sociedades que ficaram à margem do fenômeno da sociedade da
informação e da expansão das redes digitais (WIKIPEDIA, 2008).
No Brasil, o termo "exclusão digital" é mais usado para se referir ao problema,
indicando o lado dos excluídos, enquanto em outros idiomas os termos equivalentes a
"brecha digital" ou "fissura digital" são preferidos (como no inglês digital divide e o
francês fracture numérique).Exclusão Digital: Algumas Reflexões João Pedro Albino
jpalbino@fc.unesp.br
Diante destes conceitos citados acima o Brasil ainda não incluí o toda população brasileira no mundo digital, porém para isso, é preciso que a educação seja tratada neste país como política pública de primeira necessidade, pois um povo sem capacidade de enfrentar o mercado mundial vai ser condenado a viver a margem como coadjuvante de sua história.

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